What do we do?

Last call… vamos lá voltar a explicar o que é que fazemos.

                              

Se por um lado vivemos momentos, num passado muito recente, de manifesta frivolidade e de exageros típicos associados a um consumo desenfreado, por outro ainda é comum ver marcas a usurpar a palavra design como adjectivo ou substantivo, personificando nela ideias tão absurdas como “tem bom design” ou “o design de objecto X é bom”.  Quem nunca se confrontou com o uso desmedido ou o conceito mal aplicado sobre «design» que atire a primeira pedra! Neste panorama e com estas premissas só nos resta dar mais um trago no copo de àgua, aliviar a secura de boca e voltar a explicar “o que é que afinal fazemos?”.

Contrariamente ao que se ouve dizer o design não é aquele pedestal ao qual estão associadas só as marcas ou os objectos de luxo, sendo que será redutor atribuir-lhe somente o valor do objecto “bonito e que parece mais caro do que outros congéneres”.

Felizmente e ao contrário do que se pode pensar desafios como a escassez de meios e recursos são uma oportunidade fantástica para que designers, gestores ou empresários acreditem que o design pode fazer algo mais que adicionar custos desnecessários aos produtos, serviços e processos.

O design e o pensamento de design aplicados ao processo e aos serviços podem fazer a diferença, isto porque começa pelo utilizador/utente e pelo que ele precisa, valoriza, aspira a ter ou pode pagar, porque permite visualizar, prototipar e consequentemente simular antes de se investir a sério, permitindo ainda o uso de matérias, pessoas e processos adequados que possibilitam uma utilização responsável dos recursos disponíveis.

O design ao nível dos espaços desenvolve soluções que asseguram a eficácia da sua construção, a utilização de conceitos de multifuncionalidade que permitam soluções flexíveis para os seus utilizadores, a utilização de soluções de optimização do espaço ou até a possibilidade de mutação ao longo do tempo, prevendo de antemão soluções que sejam eficazes, confortáveis, habitáveis, antes de dar o passo para o seu investimento na construção.

O design ao nível do produto permite desenvolver conceitos de plataformas que asseguram eficácia logística, a utilização de conceitos de personalização que permitam ao produtor oferecer soluções flexíveis a mercados e consumidores distintos, a utilização de soluções para o ciclo de vida total do produto, e outras igualmente engenhosas. E o mais provável é que no fim o produto seja também um objecto bonito!

Ou seja, o design aplica uma metodologia inversa à do artesão: «faço o que sei fazer, melhorando o produto ao longo do tempo». O pensamento de design como metodologia começa pelo fim, começa por analisar o que é que querem, precisam, necessitam os utilizadores/ utentes/ clientes para ser trabalhado, melhorado ou criado com as melhores matérias, sistemas ou processos pelos melhores produtores, fornecedores ou especialistas.

A figura do ‘artesão’ é utilizada aqui como todos aqueles que, sendo especialistas numa determinada forma de fazer, processo de fabrico, num determinado serviço a prestar ou num conhecimento particular, não sabem como fazer com que a sua ‘arte’ seja utilizada ou melhor apreciada pelos seus utilizadores.

O design como metodologia de concepção – design thinking – visa utilizar essa grande mais-valia de alguém ou de alguma organização que já detém um determinado conhecimento especializado e não sabe como materializá-lo num melhor espaço, produto ou serviço.

Na LINHABRANCA apoiamos as suas ideias !

2 comments

  1. Olá. Precisamos de uma metodologia de design social /co-design para apoiar o desenvolvimento de ideias de inovação social, ie, que visam resolver problemas sociais como o desemprego ou o envelhecimento ativo. Queremos preparar um espaço para esse fim e capacitar os participantes para desenvolverem colaborativamente as suas ideias.

    • LB

      Obrigada pelo seu comentário. O design de serviços e o design social baseiam-se em metodologias muito semelhantes às do design de produto. É com enorme satisfação que nos propomos a colaborar e a ajudar a implementar esse novo espaço e a contribuir para a capacitação dos participantes . Temos case studies e bibliografia muito interessante de novos projectos e negócios sociais que seria interessante conhecerem.

Em que projecto o podemos ajudar?

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